12 de maio de 2012

"Saudade e Esperança"


Saudade é o sentimento mais estranho, acontece quando a ausência vence. Só chora de saudade quem amou. O que fazer? Deixar de amar? Não! Ame cada vez mais, afinal, de que vale a vida sem amor?

Como resolver a saudade? Não tem jeito, saudade não é um sentimento para ser resolvido. Saudade não passa, dizem que diminui. Disse o Chico Buarque que ela é como o revés do parto. N...
o parto as contrações aumentam, aproximando a dor até que nasce amor. Com a saudade é o contrário, o tempo passa jogando a dor para um pouco depois, o espaço sem dor aumenta, mas nunca acaba. Resta-nos aprender a viver assim.

O que fazer? Disse o Eclesiastes que há tempo pra tudo nessa vida, logo o que temos que fazer é respeitar e aprender com todas as fases da nossa existência.

Há tempo de plantar, então trabalhe para que o fruto de seu esforço seja um lindo jardim. Mas há o tempo de arrancar, afinal, nada frutifica sempre. Arranque, jogue fora sabendo que aquele jardim perfumou um tempo que já não existe mais. Não, o trabalho não foi em vão. O jardim não existe mais, mas para sempre será possível lembrar das cores das flores. Perfumes são eternos.

Há tempo de chorar. Então chore. Uma espiritualidade que não tem espaço para o choro não têm conexão com Jesus. Mas não passe a vida chorando, há também muitas razões para sorrir. Há muitos milagres acontecendo todos os dias, dê atenção para as coisas simples, elas são incríveis. Converse com crianças, creio que não foi a toa que Jesus disse que “delas é o Reino dos Céus...”. Contemple o pôr-do-sol, desde pequeno sou fascinado por esse espetáculo, também vejo nesse evento um paradoxo: O sol vai embora, dá uma sensação de “adeus”, mas algumas horas depois ele volta brilhando e nos convidando para construir um novo dia, cientes de que o Amor de Deus está sobre nós.

Há tempo para tudo, e ninguém passa pela vida sem experimentar sentimentos contraditórios. Ninguém é senhor de tudo o que acontece, ninguém passa pela vida sem levar uns sustos! Não podemos escolher situações, mas podemos escolher comportamentos, podemos decidir como iremos enfrentar nossos dias difíceis.

Conheci uma mulher que viveu assim, enfrentou dias difíceis, mas escolheu torná-los leves. Em terrenos áridos conseguiu fazer nascer as mais variadas flores. Espalhou vida e plantou esperança. A Bíblia diria a respeito dela: “... mulher da qual o mundo não era digno”.

Hoje eu curto essa saudade e sei que amanhã ela poderá se tornar esperança.

O nome da mulher? Eu a chamava, aliás, pra sempre chamarei de Mãe. 
(Villy Fomin)

Imagem: Google

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