28 de maio de 2016

Quer sentir o cheiro de Deus?


“Deus é como o vento. Sentimos na pele quando ele passa, ouvimos a sua música nas folhas das árvores e o seu assobio  nas gretas das portas. Mas  não sabemos  de onde vem e nem para onde vai. Na flauta o vento se transforma em melodia.   

“Deus é como um pássaro encantado que nunca se vê. Só se ouve o seu canto…”

Não precisamos dizer o nome ‘rosa” para sentir o seu perfume.
Não precisamos dizer o nome ‘ mel’ para sentir a sua doçura.
Quer ver Deus? Veja a beleza do sol que se põe, sem pensar em Deus.
Quer ouvir Deus? Entregue-se à beleza da música,  sem pensar em Deus.
Quer sentir o cheiro de Deus? Respire fundo o cheiro do jasmim,  sem pensar em Deus.
Quer saber como é o coração de Deus? Empurre uma criança num balanço, porque Deus tem um coração de criança, sem pensar em Deus.

Há beleza demais no universo. Mas o tempo vai-nos roubando as coisas que amamos.
Vai-se o arbusto, vai-se a montanha, vão-se os riachos cristalinos, vão-se as pessoas amadas, vamos nós… 

O tempo é um monstro que devora os seus filhos. Fica a saudade. 
Saudade é a presença da ausência das coisas que amamos e nos foram roubadas pelo tempo. 

Quando se pronuncia o nome sagrado está-se  afirmando que a beleza amada não está perdida no passado. Está escrito num poema sagrado: Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o encontrarás… (Eclesiastes 11.1). 

As águas dos rios são circulares, o tempo é circular, o que foi perdido volta, um eterno retorno… Deus existe para nos curar da saudade…

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